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Janeiro Branco: um mês para colocar a saúde mental no centro das prioridades

07 de Janeiro de 2026



O mês de janeiro ganhou um significado especial no calendário da saúde pública: ele é dedicado à conscientização sobre a saúde mental, um tema que, apesar de essencial ao bem-estar humano, ainda carrega estigma e desinformação. A campanha Janeiro Branco, criada em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, propõe exatamente isso: colocar o cuidado com a mente tão em evidência quanto o cuidado com o corpo. 

 

 

O que é o Janeiro Branco

 

 

O Janeiro Branco é um movimento social que busca sensibilizar a população para a importância da saúde mental e emocional. O mês de janeiro foi estrategicamente escolhido por ser tradicionalmente associado a novos começos, reflexão e definição de metas pessoais — um momento em que muitas pessoas estão mais abertas a pensar em mudanças e hábitos que impactam sua qualidade de vida. A cor branca representa uma “folha em branco”: um convite à reconstrução, à atenção às emoções e ao fortalecimento de relações mais saudáveis. 

 

 

Por que falar de saúde mental é urgente

 

 

Os dados mostram que as questões relacionadas à saúde mental não são exclusivas de uma pequena parcela da sociedade — elas afetam centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro. Estima-se que mais de 970 milhões de indivíduos vivam com algum transtorno mental globalmente, com ansiedade e depressão sendo os mais prevalentes. 

 

Segundo projeções recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo convivem com condições de saúde mental, e esses transtornos representam uma das principais causas de incapacidade entre as populações. 

 

 

O Brasil e os desafios da saúde mental

 

 

O Brasil convive com desafios significativos no que diz respeito à saúde mental. De acordo com o Instituto Janeiro Branco e dados de instituições internacionais de saúde, o país lidera o ranking mundial de prevalência de transtornos de ansiedade, com cerca de 9,3% da população afetada. A depressão também é uma preocupação crescente no país, especialmente após os impactos da pandemia de Covid-19, que impulsionou o aumento de casos de transtornos mentais em diferentes faixas etárias. 

 

Pesquisas divulgadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) reforçam a dimensão do problema no Brasil: em 2023, foram registradas 11.502 internações hospitalares relacionadas a transtornos mentais, o que representa uma média de 31 internações por dia. Além disso, uma pesquisa recente apontou que 45% dos entrevistados relataram sofrer de ansiedade, com maior prevalência entre mulheres e jovens de 18 a 24 anos. 

 

 

Impactos além da saúde física

 

 

A saúde mental influencia diretamente a qualidade de vida, a produtividade, os relacionamentos interpessoais e a capacidade de enfrentar desafios do cotidiano. Transtornos não tratados podem resultar em incapacidades funcionais, sofrimento prolongado e até aumento do risco de suicídio. Estudos também mostram que muitos indivíduos com transtornos mentais não recebem tratamento adequado: em países de renda baixa e média, estima-se que entre 76% e 85% dos casos não sejam tratados de forma adequada ou no tempo certo. 

 

 

Mais do que um mês, um compromisso contínuo

 

 

O Janeiro Branco é muito mais que uma campanha pontual: é um chamado para que a sociedade inteira — governos, organizações, profissionais de saúde e cidadãos — se comprometa com um olhar mais atento e compassivo à saúde mental. Promover espaços de diálogo, reduzir o estigma e incentivar o acesso a serviços de apoio psicológico são medidas essenciais para transformar o cuidado com a mente em uma prática cotidiana. 

 

Para a COOMEB, que dialoga diretamente com profissionais da saúde e com a comunidade, apoiar a conscientização sobre a saúde mental é também reforçar a ideia de cuidado integral — aquele que une corpo e mente como partes inseparáveis do bem-estar humano.

Fonte: Janeirobranco.org.br


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